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1978 | Campanhas Salariais

CONTEXTO

A campanha salarial de 1978 ficou conhecida como a Campanha da Denúncia do Dissídio Coletivo. Como nos anos anteriores, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema encaminhou a campanha em separado da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, só que, desta vez, para surpresa dos patrões e do governo, não incluiu o índice de reajuste salarial na sua pauta de reivindicações.

A não-inclusão de valores sobre o item “reajuste salarial” foi a forma que o Sindicato encontrou para mostrar para os trabalhadores que, sem uma negociação direta entre patrões e trabalhadores, não haveria motivo para que os trabalhadores apresentassem qualquer reivindicação, já que o reajuste seria exatamente aquele que o governo decidisse. Essa estratégia foi duramente criticada por outros sindicatos e pela Federação dos Metalúrgicos.

Durante a campanha, em assembléia, o presidente do Sindicato, Luís Ignácio Lula da Silva, explicou que os metalúrgicos decidiram, na verdade, “não mais compactuar com a farsa das negociações, cujo objetivo final era dar legitimidade a um índice de reajuste arbitrariamente fixado pelo governo, com base em fatores quem nem ao menos sabemos como são conseguidos”.

Apesar da polêmica criada pelos metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, nenhum sindicato patronal aceitou qualquer tipo de diálogo com os trabalhadores e a campanha salarial de 78 terminou com o índice de reajuste fixado pelo governo, conforme denunciará o Sindicato.

Entretanto, se a campanha não conquistou um reajuste salarial que resultasse de negociações diretas, ela representou um marco no processo de mudança no sindicalismo brasileiro, pois, além de ser a última vez em que o governo decidiria para os metalúrgicos o reajuste de seus salários, o Sindicato iniciou uma nova prática sindical, que passou a ser chamada de “sindicato de porta de fábrica”.

Ela contribuiu, sobretudo, para que os trabalhadores compreendessem que estava em suas mãos a única condição que poderia possibilitar qualquer alteração das condições de trabalho e de salário a que estavam submetidos.

Exemplo claro disso foi que, no dia 12 de maio de 1978, quando já estava encerrada a campanha salarial, os trabalhadores na Scania, ao receberem seus holerites com o reajuste fixado pelo governo, tomaram a decisão de paralisar as máquinas e cruzar os braços. Esse gesto rapidamente espalhou-se por todo o ABC, São Paulo e em outras cidades do Estado, dando início, assim, ao chamado “novo sindicalismo”.

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PAUTA DE REIVINDICAÇÃO

CONVENÇÃO E ACORDO

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