O recém eleito presidente da República, Fernando Collor de Melo, inicia um processo devastador de privatizações, de desregulamentação da economia. Confisca as contas correntes e cadernetas de poupança a custa do combate à inflação. Sua política econômica vai levar o movimento sindical a promover greves em todo o país.
É neste quadro político que o Sindicato convoca as eleições sindicais para a renovação da diretoria. As comissões de fábrica participam do processo de montagem da chapa apoiada pela diretoria. Na maior convenção realizada pelo sindicato são escolhidos os 32 nomes que integrariam a Chapa 1, encabeçada por Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, que concorria pela segunda vez.
Da Vokswagen surge a Chapa 2 encabeçada pelo metalúrgico Cláudio José Tafarello.
A Chapa 1 obtém 46.945 votos, dos 54.673 (85,86%) válidos. A Chapa 2 tem uma votação muito baixa, apenas 5.712 votos. Até mesmo na Volks os votos obtidos pela chapa 2 foi inexpressivo; tiveram 2.056 votos, contra 13.249 dados à Chapa 1.